Empreendedores transformam embalagens em protagonistas do negócio
Embalagem não sustentável

De semijoias a restaurantes e marcas de luxo, histórias mostram como investir em embalagem pode aumentar vendas, fortalecer marcas e até mudar o preço final do produto

Durante muito tempo vistas apenas como um custo operacional, as embalagens ganharam status de estratégia central para pequenos negócios. Em diferentes regiões do país, empreendedores passaram a tratá-las como parte do produto — e os resultados vão de aumento nas vendas à criação de vínculos duradouros com o consumidor.

À frente da Antonina Contemporânea, de semijoias, Marluce Rosado sempre teve claro que queria ir além da estética das peças. “Sempre tive o desejo de ter embalagens encantadoras”, conta empreendedora de São Paulo (SP). A solução foi desenvolver embalagens em formato de mini gavetinhas, pensadas para que as clientes pudessem organizar as joias dentro do próprio armário, de forma prática e funcional.

“Assim, elas conseguem pegar as peças direto do armário, sem precisar de outro porta-joias”, explicou. Para Rosado, a embalagem funciona como um selo de valor. “A embalagem é uma régua de qualidade para o produto”, afirma.

No setor de alimentação, a embalagem também virou ferramenta de crescimento. No restaurante Caldinho do Nenen, em Recife (PE), o coordenador de marketing Guilherme Messias decidiu apostar em embalagens que conectassem cultura local e experiência gastronômica.

O impacto foi imediato. “O investimento com as novas embalagens trouxe um aumento de 10% a 15% nas vendas”, conta. Antes, o cliente comprava, em média, de dois a cinco caldinhos. “Agora, com o combo e esse diferencial, ele acaba levando oito.”

A partir daí, surgiu a ideia de tornar as embalagens colecionáveis. “Aquele caldinho que o cliente recebe em casa será no copo de vidro”, explica.

Já em Belo Horizonte (MG), Izabel Mendes decidiu transformar a embalagem no próprio coração do negócio. A Belpa Embalagens Especiais fabrica para diversos setores, mas, nos últimos anos, passou a focar no mercado de luxo. “Esse público não tem sazonalidade”, explica.

Os preços variam bastante: embalagens simples custam a partir de R$ 2,30, enquanto as mais sofisticadas chegam a R$ 40. A diferença está nos detalhes. Mendes trabalha com papéis importados, fitas e etiquetas premium, papéis de seda especiais e até aromas desenvolvidos exclusivamente para papel.

Fonte: Revista PEGN 

Embala Nordeste Feira
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