A cidade de São Paulo recebeu o primeiro mercado cooperativo da América Latina, a Gomo Coop. Neste formato, os clientes agem em todas as frentes, repondo itens nas prateleiras, descarregando caminhões e até exercendo poder de decisão nos rumos do mercado. A ideia é que o trabalho da comunidade ajude a baixar custos operacionais e, portanto, o preço final dos produtos. Todo cooperante paga uma “cota-parte” de R$ 100 para virar dono do mercado e já sai do local com seu primeiro turno de trabalho agendado, com tarefas como organização de estoque, limpeza do ambiente ou atendimento no caixa. Eles trabalham em conjunto com uma das quatro pessoas contratadas.
Trabalho coletivo em troca de preço baixo
Cada cooperante se compromete a trabalhar três horas a cada 28 dias, em troca de preços mais baixos nas prateleiras. Uma vez por ano, participam da Assembleia Geral anual para prestar contas e decidir quem vai compor os conselhos administrativo e fiscal. Para manter as portas abertas nesse início de projeto, o mercado atende tanto os cooperantes quanto o público geral. Há uma diferença mínima de valores nos produtos, entre R$ 1 a R$ 3 a mais para quem não faz parte da Gomo. Por enquanto, a Gomo Coop tem 358 cooperantes e quer chegar a 700 nos próximos meses.
Inspiração em projetos estrangeiros e idealização
Um dos idealizadores do projeto foi Chico Lima. O ator se inspirou em outro modelo de mercado cooperativo, o Park Slope Food Coop, presente em Nova York (Estados Unidos) e que tem cerca de 16 mil participantes. Um balanço financeiro divulgado na metade de 2024 mostrava vendas líquidas na faixa dos US$ 55 milhões. Para tirar o projeto do papel, o grupo levantou cerca de R$ 430 mil em empréstimos entre os próprios idealizadores e fez uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou outros R$ 100 mil.
Fonte: Exame / Giro News
Foto: Reprodução Exame



