Ceará e Paraíba ocupam as duas primeiras posições do Nordeste na edição 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (27), em São Paulo, pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A diferença entre os dois estados é mínima: apenas 0,12 ponto separa a liderança cearense da Paraíba, que alcançou a 12ª colocação no ranking nacional.
O desempenho paraibano chama atenção também pela evolução em diferentes áreas. Dos dez pilares avaliados pelo CLP, o estado avançou em sete na comparação com 2025. Os maiores movimentos ocorreram em Sustentabilidade Ambiental, que subiu cinco posições; Potencial de Mercado, com avanço de três; e Sustentabilidade Social e Capital Humano, que ganharam duas posições cada.
A Paraíba também avançou uma posição em Infraestrutura, Educação e Eficiência da Máquina Pública. Em outros três pilares, manteve ou consolidou posições de destaque nacional: está em 6º lugar em Infraestrutura, 6º em Inovação e 9º em Segurança Pública.
Potencial de Mercado é um dos destaques
Entre os resultados de 2026, o avanço em Potencial de Mercado é um dos mais expressivos. A Paraíba subiu três posições e chegou à 4ª colocação nacional, entrando no grupo dos cinco estados mais bem avaliados nesse pilar.
O resultado coloca o estado entre os melhores do país em uma dimensão diretamente relacionada às condições para expansão da atividade econômica. Na comparação com os demais estados nordestinos, a Paraíba ocupa a 2ª posição em Potencial de Mercado, atrás apenas do Ceará.
Outro desempenho relevante aparece em Infraestrutura. A Paraíba avançou uma posição e chegou ao 6º lugar nacional, além de assumir a liderança do Nordeste nesse pilar.
Em Inovação, o estado manteve a 6ª colocação nacional registrada no ano anterior e ocupa a segunda posição entre os estados nordestinos. Já em Segurança Pública, permanece entre os dez melhores do país, na 9ª colocação nacional.
Sustentabilidade Ambiental tem maior avanço
A maior evolução da Paraíba na edição deste ano ocorreu em Sustentabilidade Ambiental. O estado saiu da 16ª posição nacional, em 2025, para a 11ª colocação em 2026, um avanço de cinco posições.
O resultado coloca a Paraíba na liderança do Nordeste também nesse pilar.
Na classificação regional, o estado aparece ainda em segundo lugar em Sustentabilidade Social e Segurança Pública, além de Potencial de Mercado e Inovação. Em Capital Humano, ocupa a terceira posição. Educação e Eficiência da Máquina Pública aparecem na quinta colocação regional.
O conjunto dos resultados mostra uma Paraíba com desempenho particularmente forte nos indicadores relacionados à infraestrutura e à atividade econômica, mas também com avanços em áreas sociais, ambientais e de gestão pública.
Para o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Gilmar Martins, o resultado está relacionado às políticas públicas adotadas pelo estado e à situação fiscal. “Nossa posição no ranking é um reflexo das políticas públicas baseadas em dados e evidências nos últimos anos, amparadas em uma gestão fiscal recebidas de órgãos como o Tesouro Nacional, que nos atestou com capacidade de pagamento Capag A+, e da S&P, que nos colocou como triplo A (AAA), o que sinaliza ao mercado o quanto nosso estado é um bom lugar para se investir”, destacou.
Como é calculado o ranking
O Ranking de Competitividade dos Estados avalia as 27 unidades da Federação a partir de 100 indicadores, distribuídos em dez pilares considerados fundamentais para a competitividade e a gestão pública: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
Na edição de 2026, foi incluído o indicador de feminicídio, que considera o total de vítimas por 100 mil mulheres.
Segundo Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, o ranking busca não apenas estabelecer uma classificação entre os estados, mas oferecer referências para a formulação de políticas públicas.
“O Ranking de Competitividade dos Estados mostra que o fortalecimento das políticas públicas e da capacidade de gestão tem produzido resultados concretos em todas as regiões do país. Mais do que identificar quem lidera, o ranking oferece evidências para que gestores públicos possam aprender com as melhores práticas e acelerar a construção de estados mais eficientes, inovadores e capazes de oferecer melhores oportunidades para a população”, afirma.
Fonte: Revista NE



