A verba deve ser repassada pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Sudene.
A Transnordestina deve ganhar mais 120 km de via ainda em 2026, conforme Tufi Daher, diretor de logística da CSN (empresa mãe da TLSA, responsável pela via férrea). A linha vai receber R$ 600 milhões de investimento, repassados pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Sudene.
Caso entregue, a via ficaria a 155 km da conclusão da Fase 1, que vai até o Porto do Pecém, na região metropolitana de Fortaleza.
A Transnordestina vai ligar o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará, passando ainda pelo oeste de Pernambuco. Ao todo, a ferrovia deve atravessar 53 municípios nordestinos quando estiver pronta, no segundo semestre de 2028, conforme previsão do governo federal.
“O compromisso da Sudene, por meio do FDNE, é garantir que investimentos estruturantes como este saiam do papel e produzam resultados concretos para a população. Estamos falando de uma ferrovia que reduzirá custos logísticos, ampliará a competitividade das empresas nordestinas, atrairá novos investimentos e fortalecerá cadeias produtivas essenciais para o crescimento da região”, disse o diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Wandemberg Almeida.
Dos R$ 15 bilhões previstos para a obra, já foram executados cerca R$ 10 bilhões. Os bilhões restantes devem ser gastos no que falta da obra, que são os quilômetros ainda no Ceará e a fase 2 do Piauí.
Novos trechos inaugurados
Em sua segunda visita ao Ceará neste ano, o presidente Lula (PT) inaugurou, nesta quarta-feira (2), em Quixeramobim, mais dois trechos da ferrovia Transnordestina, projeto lançado há 20 anos pelo petista, ainda no seu primeiro mandato. O presidente também vai a Juazeiro do Norte, na região do Cariri, entregar novos ônibus escolares e unidades odontológicas móveis.
O novo trecho da ferrovia inaugurado por Lula corresponde aos chamados lotes 4 e 5, uma extensão de 102 quilômetros que liga Quixeramobim a Iguatu, município onde há um terminal logístico da ferrovia, que recebe as cargas vindas do Piauí. Iguatu é, até então, o último ponto trafegável da ferrovia.
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